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Felipe, Curitiba. 20
“Ainda não contei de você a ninguém. Acho meio arriscado ou, quem sabe, mera superstição. Eu sei que as pessoas vão me pedir cuidado. Assim me guiei por uma vida toda e foi exatamente isso que hoje me faz uma pessoa contando uma história de amor sem nunca ter protagonizado uma. De um jeito ou de outro, sempre soube que pegar leve era uma forma de me manter todas as minhas metades comigo mesmo, até então sem saber pra quê servia isso. Só pude ver o tamanho do erro no seu sofá-cama, no meio de um beijo estranho. Você engolindo minhas lágrimas bobas, lambendo minhas bochechas nos créditos de “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”, que, aliás, a única coisa que entendi do filme é que o amor é uma coisa bem complicada. Você tentou me explicar por partes, e eu me senti menos burro e ridículo, embora com os olhos ainda aguados. Pega no meu queixo e diz que não sou só eu que sinto medo aqui. Faça alguma coisa ruim, qualquer coisa que me impeça imediatamente de sentir esse amor absurdo por você. Estou nas suas mãos e isso não é uma metáfora. Porque eu já não sei mais nada. Parece que sou mesmo seu foco de vida, mas também pode ser que você ande apenas distraído do resto do mundo. Ou, vai que você tá mesmo certo, as coisas são assim mesmo, o amor invade pela boca enquanto a gente se olha e fica rindo.”
"Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa." - Caio Fernando Abreu.
"Oi, sou eu de novo. Desculpa se prometi não tocar no assunto, mas é que acabei lembrando quando ouvi rumores de que você andou fazendo umas mudanças radicais na vida, pois é, acabei ouvindo sobre você. E que fique claro que só lembrei por isso, até porque eu nem lembrava mais de você, de nós, de tudo. Fiquei sabendo que conseguiu um emprego, entrou na faculdade, o que está cursando? Psicologia? Arquitetura? Já sei, Biologia? Bom, eu continuo na mesma, sabe como é, vivendo com os pais, pagando umas contas aqui e outras ali, nada de mais. Ah, conheci uma pessoa, não que você se importe, mas, bem, ela tem um sinal na perna como aquele que você não deixava eu olhar, tocar e tudo mais - até hoje eu me pergunto o porquê de não deixar, eu achava aquilo lindo - E você? Conheceu alguém? Aposto que sim, já se passou muito tempo desde que, bom, você sabe… Como ele é? Não que eu me importe, sabe, até porque eu não me importo, sério, eu não me importo, mas e aí? Me diz como ele é, será que ele tem um sinal como o meu também? Ele tem uma voz parecida? Nem o cabelo ou a barba mal feita como a minha? Jura que não? Ah, tudo bem, normal não? É difícil encontrar gente parecida mesmo… Mas vai dizer que ele não sabe contar piada como eu? O quê? Ele sabe contar piada? Meu Deus, quem sabe contar piada? Eu sempre tive problemas com isso, ok. Fiquei sabendo que cortou o cabelo, você sempre odiou cabelos curtos, o que houve? Uma vez pedi pra você cortar e você falou que não gostava e só por isso lembro desse detalhe do seu ódio, até porque eu não me lembro de muita coisa sobre você, juro. Eu não lembrava que você escutava música francesa e achava legal mesmo sem entender merda alguma sobre a música. Também não lembrava do seu vício por chocolate branco e nem de como você não comia tomate por achar eles azedos demais – Por Deus , quem acha tomates azedos? – Olha, eu só lembrei disso porque eu também sou bem parecido com você nessas coisas. Ok, não sou. Mas ei, não que eu me importe… Você conheceu alguém mesmo?" - Marcos Filipe.
"A cada noite, antes de dormir, não temos garantia nenhuma que estaremos vivos na manhã seguinte, mas mesmo assim, colocamos o despertador pra tocar. O nome disso é esperança!" - Anônimo   
"Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas." - As Vantagens de ser Invisível. 
"Hoje alguém passou perto de mim, e usava seu perfume. Tinha o mesmo gosto idiota para coisas amarelas, e andava daquela forma desajeitada. Eu sei que fazia tempo que não nos vemos e que eu estava conseguindo te esquecer, mas me fez bem lembrar de você assim. E eu sorri. Não por ficar feliz por ter achado que vi você, mas porque eu já não sentia mais nada." - A culpa é mesmo das estrelas? 
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